sexta-feira, 7 de outubro de 2016

O que é Heavinna?

       
          Heavinna foi o nome que escolhi para minha banda no final de 2003 ou inicio 2004. Ela foi chamada de Waiftown por um ano e meio antes disso. Hoje, se alguém digitar Heavinna em qualquer site de busca chegará até meu trabalho. O próprio blog tem Heavinna no nome, tenho a Heavinna TV que é uma sequência de vídeos no Youtube, poucos é verdade, até então mas que seguirei gravando. Heavinna também é o nome do meu home estúdio onde gravo minhas demos, estudo e gravo meus vídeos. Resumindo, Heavinna é meu trabalho como músico atualmente e qualquer outra atividade que eu precise executar com um nome fantasia. Posso dizer que hoje a Heavinna é minha vida fora das atividades triviais da maioria das pessoas, emprego, família, estudos e etc. Mas o que quer dizer Heavinna? Simples. Estava procurando um novo nome para a banda, pois Waiftown era muito ruim e como sou fã de Metallica, simplesmente usei a outra palavra da expressão Heavy Metal, ou seja Heavinna. Pode ser bem simplório, mas me pareceu ser uma boa sacada na época e ninguém contestou até hoje.
          A banda Waiftown foi a primeira banda que montei com uma ideia já definida do que eu queria fazer em termos musicais. A Striknina, com 14 anos de idade, era coisa de moleque fazendo Punk Rock com os amigos. A Desaster foi uma das bandas que me convidaram pra entrar um ou dois anos depois. Tive outra banda nessa época também, mas acho que nem nome tinha. Depois a Evocation também fui convidado a participar. A Dallas onde toquei por pouco tempo, também entrei como convidado (falo dela aqui). A In Pace, embora escrevesse todo material da banda com algumas parcerias, também era uma banda que já existia. A Shekinna da mesma forma. A Waiftown eu formei em 2002 e já tinha uma base de som, tinha algumas músicas e ideias de algumas das bandas anteriores. Recrutei o baixista Yuri Pospichill, que tinha 15 anos na época e um baterista que conheci na escola onde estudava a noite. Esse núcleo aparece nos ensaios de 2004 que postei os vídeos no youtube (assista aqui, aqui, aqui e aqui). Na verdade aquele ensaio foi um retorno da banda para uma única apresentação, mas que até criou sobrevida por um tempo em um momento posterior.
          Depois de terminar algumas músicas, eu chamei um vocalista pra cantar no cd demo que gravaríamos no início de 2003 (ouça as músicas aqui). A pessoa escolhida era o Fábio Kampf que tinha me chamado pra tocar na banda Dallas. Como tivemos problemas com o Timóteo, baterista da época, eu chamei o Alex Kampf, irmão do Fábio, para as baquetas. Com essa formação compomos mais algumas músicas nos nossos ensaios. Pra ser honesto, nós quatro formamos a melhor banda que já tive em diversos sentidos como amizade, musicalidade e criatividade. Tocávamos horas a fio e nos divertíamos muito fazendo isso. Quase não tínhamos equipamentos, mas nos virávamos bem com oque havia a disposição. Num cômodo da minha casa de madeira com uma bateria velha das mais bagaceiras, um amplificador de guitarra WarmMusic para estudos de 30 Watts, um pedal Zoom 505, uma guitarra Washburn N1 verde abacate, um baixo velho que nem me lembro a marca, um amplizinho de rádio para amplificá-lo, uma caixa Watsom e um microfone Leson eram nossos equipamentos. Lembro de usar o microfone para gravar os ensaios em fita no meu Gradiente 4 em 1. Assim que comecei a gravar nossos ensaios dessa forma que pudemos evoluir nossas composições, pena que não tenho mais aqueles registros e não chegamos a gravar em um estúdio.
          Comecei a marcar shows para mostrar a nova banda para meus amigos. Porém, infelizmente tive cinco apresentações canceladas por motivos bizarros e nem eram grandes shows e sim aparições pequenas, tocando quatro ou cinco músicas. Isso fez com que o baterista desanimasse antes mesmo de começarmos a mostrar nosso som de verdade. Então começou um entra e sai de bateristas, baixistas, guitarristas e vocalistas e a coisa fugiu do meu controle no final de 2003. Em 2004 consegui reunir a formação original como falei anteriormente e está registrado em vídeo nos links acima. Depois acrescentei mais um guitarrista que já havia tocado por um tempo em uma das formações provisórias. Entretanto, sempre que a coisa começava a tomar forma algo dava errado. Voltaram as trocas de formação e a se arrastou assim por 2004, 2005 e 2006. Em 2007 decidi parar de tocar por uma tempo. Aconteceram muitas coisas na minha vida pessoal que colaboraram para que eu desistisse de fazer música.
          Só voltei a tocar em 2008 quando comprei um amplificador Meteoro para brincar e um pedal Zoom Signature do Kiko Loureiro. Nesse momento já tinha computador e em pouco tempo estava trabalhando com editores MIDI e coisas do tipo (um registro dessa época pode ser conferido aqui). Comecei a estudar produção só para gravar minha idéias por diversão, mas acabei tomando gosto pela coisa e me aprofundei. Acabei vendendo o multi efeitos da Zoom e comprei outro que era uma interface USB também, o Zoom G2.1u que vinha com uma versão do Cubase LE para gravar. Pelo ano e meio seguinte eu fui compondo e testando idéias com meus novos brinquedos. Fiz questão de ilustrar isso no meu canal do Youtube. Em 2009 chamei o Yuri novamente pra retomarmos a parceria. Chamei um baterista chamado Renato Larsen para remontar a banda. Por pouco tempo funcionou legal, mas o Renato resolveu sair para cuidar dos projetos que ele já tinha (um dos nossos ensaios pode ser visto aqui). No mesmo período meu avô adoeceu seriamente e acabou falecendo em 2010 e isso me abateu demais, não pude continuar a busca por baterista e acabei desistindo de tentar montar a banda.
          Preferi investir em produção mesmo, me aprofundar, estudar, gravar minhas ideias e me manter ocupado para não ser consumido pela depressão. Compus algumas músicas, mas normalmente estou preso a riffs e ideias de umas 14 músicas que cheguei a deixar bem redondas com algumas formações da banda. Essas músicas tem me limitado de certa forma, pois não me sinto a vontade escrevendo material novo e deixá-las incompletas e perdidas no tempo. Elas merecem versões definitivas e produzidas da melhor forma possível e nesse período todo não pude fazer isso com elas sozinho e nem pagar alguém pra me ajudar. Já não tenho mais a fantasia de reunir amigos pra começar uma banda de forma democrática e também não conseguirei encaixar minha agenda para trabalhar em uma banda de outra pessoa no momento. Estou gravando demos e testando demos de diversas versões. Reescrevi muitas das letras em português, mas ainda há muito trabalho a fazer nesse sentido.
          E essa é a história da Heavinna, a minha história nos últimos 15 anos. Em tempos que vários músicos super talentosos gravam seus vídeos para o Youtube de forma muito bem produzida, eu posto vídeos antigos de ensaios gravados de forma rudimentar, tocando na cozinha ou no quarto de casa. Não é bonito nem me garantirá nada em termos de carreira, mas é minha história. Pra mim há sentimentos, contextos e muita magia nesse material que só eu vivi e que talvez não façam sentido as outras pessoas. Hoje sei que é impossível eu me livrar da Heavinna e seguir meu caminho longe da música ou mesmo tocando em outros projetos, depois de tanto tempo carregando essa marca que pouco produziu de forma palpável, resolvi encorporá-la e mostrar á todos o que ela representa, mesmo que só represente algo para mim mesmo. Continuarei produzindo minhas coisas sob a pecha da Heavinna e tenho muito ainda pra mostrar. Quem quiser acompanhar essa jornada ou se juntar a mim, seja bem-vindo, pois a Heavinna passará a ser a história de todos nós.
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