quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Estado de calamidade financeira no Rio Grande do Sul

          Um dia após anunciar um pacotão de medidas para tentar sanar os problemas financeiros do Rio Grande do Sul, o Governador José Ivo Sartori decretou estado de calamidade financeira do Estado. Esse governo, desde que assumiu em janeiro de 2015, já vem parcelando salários e tendo diversas dificuldades para manter as contas públicas em dia. Pelo jeito as coisas degringolaram de vez e medidas drásticas foram sugeridas como corte de secretarias, extinção de fundações e demissão de funcionários públicos. Já vimos o quanto o estado do Rio de Janeiro está sofrendo com isso e a tendência é que outros estados da federação também sigam o mesmo caminho, pois isso não é um fenômeno particular apenas destes estados, é uma crise financeira nacional, sua proporção demora a ser dimensionada devido ao tamanho do país e as peculiaridades de cada região. Se há a certeza de que o governo federal também está em crise e tenta desesperadamente aprovar leis que possam reverter a situação, é questão de tempo para que todos os estados sejam atingidos.
          Mas os problemas do Rio Grande do Sul não começaram nessa gestão, como certamente irão dizer alguns, oque não deixa de ser verdade. Temos que lembrar que no final da década de 1990 já houve um enxugamento da máquina pública com privatizações e outras medidas menos populares para quitar as dívidas junto a União. O fato é que os gaúchos estão acompanhando o definhamento da saúde, da segurança, da educação, da agricultura, do transporte público, da infraestrutura, ou seja, de todo o sistema público, há muitos anos. Basta voltar a assistir os noticiários televisivos disponíveis na internet ou reler jornais impressos, não importa de qual veículo, para vermos que gradualmente os serviços públicos foram se deteriorando. Quando houve um discurso eleitoreiro mais otimista, foi só para maquiar a situação. Não é uma particularidade deste governo, como muitos imbecis oportunistas virão a público declarar, faço questão de afirmar novamente isso aqui. Vejo sindicatos protestarem, mas nunca vi nenhum deles ser honesto com seus representados e apresentarem alternativas de aperfeiçoamento profissional ou coisas do tipo. Todos eles agem conforme os interesses de quem realmente representam, e não são os trabalhadores. Estes sindicatos nada produzem a não ser panelaços e palavras de ordem. Seu único resultado prático é atrapalhar o funcionamento natural das coisas por alegarem justa representatividade. O fato é que os sindicatos não quebram, o trabalhador e as empresas sim. Estes mesmo sindicatos e movimentos sociais são patrocinados por governos e partidos. Usam a angustia do trabalhador para promoverem o caos social e a doutrinação tão retrógrada e infecunda. Mas como poderiam deixar de ser isso, se representam políticos de mais de 60 anos, com discursos manjados, estratégias populescas e sem fim algum?
          O paternalismo estatal construiu uma imagem de supremacia econômica das estatais sobre as empresas privadas. Isso tirou a ambição das mesmas de investirem em gestão e modernidade. Com a representatividade das marcas de muitas empresas públicas ou de economia mista, a apatia dos funcionários públicos em termos gerais foi crescendo tanto, ao ponto destes profissionais pensarem que estariam salvos mesmo com uma crise generalizada. Não é raro ver uma pessoa que trabalha em uma empresa pública debochar de quem fica desempregado pelo fechamento de uma empresa da iniciativa privada. Também é natural ver funcionários públicos defenderem suas condições de trabalho e seus salários em comparação a iniciativa privada, dando assim, grande poder aos sindicatos, que por serem ligados a alguns partidos, servem como uma ferramenta poderosa de manipulação. Realmente, não vemos meros assistentes de qualquer coisa ganhando quinze ou vinte mil Reais por mês na iniciativa privada. Também os principais diretores dessas empresas não são colocados aleatoriamente em seus cargos, conforme a vontade politica. Ao abrir informações financeiras a população em geral, através de portais e aplicativos, as feridas foram expostas e hoje não dá mais para maquiar as finanças do estado com informações forjadas. Além de ser mal administrada, a máquina pública é corrupta e caduca. Vemos pessoas em filas enormes esperando atendimento médico de um lado, de outro, um posto de saúde super equipado apodrecendo sem ser inaugurado. Vemos mães sem ter onde deixar seus filhos pra trabalhar, escolas caindo aos pedaços, enquanto prédios novos de futuras instalações são depredados e o dinheiro público escoa pelo ralo. Tirando essa inabilidade de administrar o patrimônio público, a corrupção é a vontade politica mais genuína. Um político de carreira é quase obcecado por usar seu cargo em benefício próprio e de seu partido.
          O mal uso de dinheiro público, o descaso com a saúde, educação, segurança e principalmente, a economia, mostram como todos estes políticos são incompetentes ao escolher seus secretários e principais diretores, e corruptos ao lidar com o dinheiro público de forma irresponsável em prol dos interesses particulares ou partidários como falei acima. Se você ver reportagens ou documentários sobre a economia do país, vai se deparar com personagens como Delfim Neto e Luiz Carlos Bresser, estes nunca conseguiram apresentar nada que preste quando ministros da economia, passando informações e comentando a respeito do assunto através da mídia. Essas características se ampliam para outros setores além da economia. As faculdades estão cheias de futuros economistas, onde suas ideias e seus estudos são tão modernos que remetem a Karl Marx que era burguês, faliu e foi sustentado por Engels para não morrer de fome, engravidar uma empregada e escrever um monte de bobagens, isso no século XIX. Tirando os militantes políticos muito bem doutrinados, nada se aproveita de quem se forma anualmente nas instituições superiores de ensino. Ou pior, invadem escolas para protestar contra coisas que sequer sabem o que significa, enquanto coisas muito mais graves acontecem no mundo politico sem nada ser contestado. Essa é a solução para os problemas encontrada pelos nossos estudantes. Estamos sofrendo com as ideias de sessentões, coitadinhos da época da ditadura, que nunca se dedicaram a nada, a não ser traçar um plano maquiavélico de poder e transformar as universidades, e outros espaços públicos, em fábricas de retardados para o exército de zumbis militantes. Nunca se pensou em ajudar usando o conhecimento adquirido em defesa do desenvolvimento da economia e suporte ao estado. Há simplesmente a presença física na ação politica em forma de invasões e atitudes violentas.
          O que esperar de um Estado que recebe membros das Farc para uma visitinha, que produz políticos como Olívio Dutra, Tarso Genro, Raul Pont, Antonio Brito, Paulo Paim, Pedro Simon, entre outros? Todos auto intitulados defensores dos trabalhadores, mas que deixaram pra trás um Estado quebrado e sem perspectivas de nada. O máximo que conseguiram fazer foi maquiar algumas situações e empurrar tudo com a barriga. É muito fácil ir pra rua com bravatas pró educação, democracia e falar mal dos outros, mas nenhum deles, ocupando cargos políticos há muitos anos, conseguiu dar ao povo coisas básicas como emprego, segurança, educação, transporte e saúde com o mínimo de qualidade. Tudo é sazonal e em nada soma para uma construção de futuro consistente e progressiva. Engraçado que de tantos técnicos, engenheiros, economistas e outros trabalhadores formados pelos incentivos do governo, não apareceu nenhuma solução para um problema sequer. Aplausos para a educação do Brasil em especial para os gaúchos. Fico com a opinião de um amigo meu que, ao se formar na faculdade com incentivos do governo, foi morar fora do país, pois tinha a consciência de que seus conhecimentos seriam subutilizados e ele não teria como progredir trabalhando aqui. Será que todos pensam assim? Há um engajamento politico apenas para seguir tendência acadêmica, depois, ou se ajeita politicamente em um cargo público ou vai embora do país, no nosso caso específico, do Estado? Existem tantos caminhos que esse pensamento toma que fica difícil ser objetivo nessa analise. Na segurança, muitos bandidos que deveriam estar cumprindo pena, estão nas ruas cometendo diversos tipos de crimes. Mesmo assim, os presídios estão lotados e há uma nova leva de bandidos se formando a cada dia. Temos homicidas, latrocídas e outros criminosos nas ruas, temos fraudadores e quadrilhas aplicando golpes diversos espalhadas Brasil a fora e nos cargos públicos, uma dominação quase integral de políticos e servidores corruptos. Então, o Brasil, mais precisamente o Rio Grande do Sul, é dominado por uma grande parcela de criminosos? É muito triste, mas a resposta é sim. Se não houvesse boa vontade dos otimistas e a minima descrição dos canalhas, estaria sendo decretada situação de barbárie e não de calamidade econômica.
          Politicamente, o grande plano da esquerda, isso está claro em qualquer livro de qualquer escritor de qualquer época que desenvolva teses esquerdistas, é inchar o Estado até acabar com a iniciativa privada e ele ser o dono de tudo, como pudemos acompanhar in loco com o governo do PT e seus aliados, e deixar tudo ruir em meio a corrupção e a incompetência, onde só sobreviveria quem estivesse envolvido com esse plano nefasto. Essa sempre foi a estratégia de quem comanda o país nas últimas duas décadas, acabar com a iniciativa privada, não apenas grandes empresas, mas principalmente quem é dono de pequenos empreendimentos, formar um bando de incompetentes semianalfabetos com diplomas, dar esmolas ao povo e entregar todo o resto para seus aliados empreiteiros e banqueiros inescrupulosos. Por outro lado, qual é o grande nome da literatura, do jornalismo, da arquitetura, ou qualquer outra profissão de excelência, que tenha se destacado nos últimos vinte anos? Não foram poucos os jornalistas, escritores, entre outros, que avisaram sobre este futuro, que hoje é presente. Se o plano sempre foi imbecilizar a população, para manipula-la mais facilmente, usar empresas fortes e ricas no financiamento de campanhas políticas em troca de favores em licitações públicas, construindo uma relação de cumplicidade entre ambos os seguimentos para garantir o controle econômico sobre todos os seguimentos, comprar parte da imprensa para obter o controle da opinião pública, confesso que o plano foi muito bem executado. Grandes empresas de comunicação tem no seu DNA a militância das faculdades, enquanto seus mais altos gestores tem a proximidade a figuras politicas, pois mantem a necessidade de sobrevivência, já que o Estado tem o monopólio do poder e das ações. O pensamento de esquerda evoluiu para uma unanimidade politica consistente e soberana. Todos os recursos passam por bancos públicos ou parceiros do governo direta ou indiretamente. Não se faz absolutamente nada que não respingue algum dinheiro nos cofres públicos ou agentes ligados ao governo.
          Para encerrar, o Brasil caminha para uma quebra desastrosa como ocorreu na Argentina, Uruguay, Venezuela, Cuba, Bolívia, entre outros. Já ficou claro o que estes países tem em comum, não precisa ser muito inteligente para ver isso né? Agora os sindicatos, servidores públicos, universitários, o PT, PSOL, PSTU, PCO, o MTST, CPERS entre outros, podem pegar suas bandeiras, seus gritos de protestos, cartazes e todo o aparato necessário e ir para as ruas para comemorar a vitória. Vocês venceram. O Rio Grande do Sul, o Rio de Janeiro e em breve o país inteiro estará quebrado. Agora colham os frutos daquilo que plantaram. Em breve escreverei com mais detalhes sobre todo este contexto politico, ilustrando com nomes, imagens e documentos públicos que circulam pela internet, e todo o resto, para quem tiver realmente interessado em saber como as coisas funcionam no nosso país, poder refletir nesse sentido. O desenrolar dos fatos nos mostrará até que ponto a incompetência, a falta de moral e a corrupção podem ser bem sucedidos. Há uma bando de pulgas obcecadas pelo poder, sugando um enorme cachorro há muito tempo. Porém, as reservas de sangue e saúde do cachorro estão muito abaixo da ambição e do poder de um exército de pulgas que cresce constantemente. O único fim lógico é a morte do cachorro, como aconteceu com a Venezuela, Argentina e outros países, há de se eliminar as pulgas, pois só se morre uma vez.
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