quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Invasões e protestos



          No Brasil invadir propriedade pública ou privada é crime, não importa qual alegação. Mesmo para a polícia, invadir um local para averiguação de crime ou para qualquer outra atividade, depende de autorização judicial. No dia 16 de novembro de 2016, houve uma invasão à Câmara dos Deputados por manifestantes de "direita" protestando contra corrupção, á favor das investigações da Polícia Federal, etc. Independentemente da causa defendida, invasão de espaço público ou privado é crime previsto em Lei. Sendo assim, os invasores, facilmente identificáveis, devem responder judicialmente. Claro que há sempre a possibilidade de alguns serem pagos para fazer isso pelo "outro lado", como foi feito nos Estados Unidos na eleição de Trump. Mas temos que parar de nos esconder atrás de movimentos. Temos a internet para registrar nossas opiniões, temos as ruas, não para atrapalhar o trânsito e depredar patrimônio público ou privado, mas para debater idéias, informar, passar o recado. Cobrar os políticos que elegemos enchendo as páginas das redes sociais, criando representações, entrando na justiça, entre milhares de opções que dão mais resultado do que simples manifestação física com cartazes e bravatas manjadas.
          Essa regra vale também para as invasões das escolas, independente do discurso politico ou social, é crime e os responsáveis devem ser processados judicialmente. Há pessoas que se impõem a intervenções judiciais dizendo que cortar luz, água e etc, são técnicas de tortura. São as mesmas que te ameaçam processar por um esbarrão. Fica bem claro o posicionamento de jornalistas e outras pessoas nestes casos. Talvez seja exatamente este o resultado esperado por "um lado", fazer com que o outro lado reaja de forma idêntica, porém, o discurso da mídia e das pessoas que fazem a mesma coisa, é de ataque e punição aos manifestantes. O resultado é previsível e qualquer idiota pode prever, baderna, simples assim, essa é a intenção.
          A mídia hoje em dia é bem clara e transparente a respeito de suas intenções. Basta ver o "copia e cola" dos textos e das abordagens. Não há uma mídia isenta, acredito que existam jornalistas "mais ou menos" isentos, que se emprenham em passar a notícia, mas nenhum é isento de opinião. Isso é normal e perfeitamente aceitável, o jornalista ou qualquer outro profissional, se posicionar a respeito doa fatos, mas direcionar ou manipular as notícias é outra coisa. A lei é a lei, independentemente se a consideramos justa ou injusta, mas deve ser respeitada por todos. Entrevistar teóricos e pessoas de outros órgãos para sustentar sua opinião não muda os fatos. Este costume de esticar, manipular, distorcer as "interpretações" é uma artimanha muito comum de quem é desonesto. Graças as brechas da lei, muitos criminosos estão soltos nas ruas cometendo os mesmos crimes, pois utilizam dessas mesmas técnicas.
          A intenção por trás de protestos e manifestações diversas é irrelevante na prática, o que fica são as depredações, o prejuízo de quem precisa cumprir suas obrigações, mas não pode aproveitar seus horários ou fazer seu trabalho, os bate bocas e a divisão da população como meros fantoches da mídia e dos políticos. Há uma sintonia bem afinada nos discursos, até nos adjetivos, usados por políticos, mídia e manifestantes, só não vê quem é idiota, e o Brasil está cheio de idiotas, idiotas úteis. Para essas pessoas o que vale é a bagunça, o quanto pior melhor. Já há um leque de exércitos treinados e facilmente identificáveis atuando efetivamente em todo esse contexto caótico. São células prontas para serem ativadas e externar suas habilidades.
          A impunidade que vemos nas invasões e depredações do patrimônio, público ou privado, os latrocínios, guerras de gangues, tráfico de drogas, corrupção, fraudes e todas as outras transgressões, que ferem a Constituição e os demais direitos dos cidadãos, é a força motriz de todos os males sociais. Todas as tentativas, articulações, politicas ou sociais, que ferem de alguma forma a Constituição que nos representa, devem ser punidas no rigor da lei, independente de quem seja ou a opinião que defenda. Já cansou ver a utilização da máquina do Estado, e seus subordinados, como ferramenta de protesto para atender interesses de grupos ou partidos específicos. Essa polarização só é interessante para estes interesses, como dizem: "Dividir para conquistar!" ou "Unir os diferentes para derrotar os antagônicos." frase de Paulo Freire. Ambas as frases, aparentemente distintas, tem por fim o mesmo objetivo, confundir as pessoas para se alcançar um objetivo específico. 

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