sábado, 15 de julho de 2017

Lula condenado, afronta de senadoras e articulações de Temer

          Na semana em que tivemos o "Dia Mundial do Rock", noticias importantes, e ao mesmo repugnantes, pulularam nos veículos de comunicação. A corja que nos governa permanece se articulando para demonstrar o quão nefastos podem ser. Como se não bastasse a absolvição da chapa Dilma/Temer a algumas semanas, demonstrando o quanto somos frágeis em nossa democracia, tivemos o presidente do partido que denunciou a fraude eleitoral, Aécio Neves do PSDB, sendo blindado e conduzido ao seu posto de senador da república, após ter sido flagrado pedindo propina para um empresário e com uma linguagem própria de bandidinhos de quinta. Sua irmã sendo presa e depois liberada, familiares denunciados e esquecidos logo após. Tudo em nome de um possível acordo em curso para salvar um sistema falido, onde o atual presidente é um criminoso a moda antiga, eleito por quem tanto o ataca agora diga-se de passagem, que está cercado de figuras não menos criminosas. Uns já caíram, mas sequer aquecem um lugar na prisão e já dão um jeito de saírem para prisão domiciliar, como foi o caso de Geddel Vieira Lima, viajando para seus depoimentos em voos de classe executiva pagos com o dinheiro público. Poucos são aqueles que ficam presos para dar algum exemplo à nação que possa existir alguma seriedade jurídica nas estâncias mais altas. Assim sendo, a população não vê motivos para cumprir a lei, já que assiste estes desmando todos os dias nos noticiários. Temos um ex-presidente condenado a nove anos e meio de prisão por corrupção, solto por ai, para com seus pares, articular mais mentiras para seguir enganando os incautos que os seguem. Para encerrar esse parágrafo, tivemos a cena patética das senadoras almoçando as escuras na mesa da presidência do senado em protesto contra as reformas.
          Começando pelo fim, tivemos a cena bizarra de senadoras bem conhecidas, Fátima Bezerra (PT-RN), Gleisi Hoffmann(PT-PR), Vanessa Grazziotin(PCdo B-AM), Lídice da Mata(PSB-BA) e Regina Sousa(PT-PI), almoçando na mesa do senado em protesto contra as reformas trabalhistas. Orquestradas pelo abjeto Lindbergh Farias, transformaram a mesa da presidência do senado em um balcão de restaurante de beira de estrada, mostrando para o mundo o quão patético é nosso corpo político. Mais cedo em vídeo, a atual presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann convocava seus "companheiros" a ir para a luta corporal para interromper a seção. Ainda deixou claro que era mais interessante que as mulheres fizessem frente, pois os homens da oposição ficariam constrangidos de agredi-las. Até que ponto pode chegar a desfaçatez dessa corja? Seus partidos são o esgoto da moralidade, transformando o Brasil em uma referência mundial em corrupção. Pois tais senadores envolvidos nessa palhaçada, utilizaram seus espaços para mentir, como sempre, contra a reforma alegando que os trabalhadores seriam obrigados a trabalhar doze horas por dia, ter apenas meia hora de almoço, perderiam férias, décimo terceiro e fundo de garantia, entre outras coisas. Claro que esse governo não tem representatividade moral pra efetuar reformas de tamanha importância como a trabalhista e a da previdência, mas opor-se à elas mentindo e lançando mão de estratégias como as verificadas essa semana, apenas mostram o tipo de gente que governou o país durante treze anos. É notória a repercussão que essa gente alcança, pois a maioria do povo brasileiro não lê para se informar, quando lê não consegue interpretar um texto, por isso constrói seus conceitos a partir da batuta dessa corja.
          Parte das pessoas citadas acima estavam no discurso de Lula, onde ele fala de sua condenação pela primeira vez. Nesse cenário dá pra ver claramente aqueles que ainda defendem a narrativa criada para absolver, perante a população em geral, um dos principais líderes dessa máfia responsável por articular os planos por trás de toda a corrupção que assola este país. Luiz Inácio lula da Silva foi amado pela maioria dos brasileiros por representar grande parte da população. Retirante da seca nordestina, pobre, semianalfabeto, com discurso pró moralidade e honestidade, em favor dos menos favorecidos, construiu sua imagem fraudulenta com precisão impressionante. Lula usou sua popularidade para agir seguindo a cartilha tradicional do socialismo mundial. Atacar publicamente aquilo que pratica, ou seja, criticar empresários exploradores e esquemas oligárquicos, mas se servir deles para financiar seus planos, roubar para o partido e usar a ideologia de jornalistas, artistas e figuras influentes para propagarem sua mensagem e ter respaldo junto ao povo, dando a estes privilégios financeiros e mais visibilidade. Lula e sua defesa alegam que não há provas para condená-lo, entretanto, para meia duzia de pessoas que se interessaram em ler as mais de duzentas páginas da sentença de Sérgio Moro, ficaram bem claras as menções às rasuras em documentos, a quantidade de notas fiscais de serviços, as contradições nos discursos e a estratégia de sempre desviar o foco dos autos do processo. Na imprensa vermelha como Brasil 247 e GGN, noticias de o MPF contestaria a condenação por ser um golpe político, quando na verdade, o MPF queria uma pena maior para Lula, sendo que nove anos e meio seria muito branda. Lula foi condenado em apenas uma das ações contra ele. Não vamos esquecer dos áudios vazados, que se não servem como prova, ilustram bem as estratégias de obstrução a justiça e tentativas de blindagem em torno dele.
          Como auditório para as mentiras de Lula em seu pronunciamento cheio de coitadismos e teorias da conspiração, estavam duas figuras emblemáticas, a presidente da UNE, Marianna Dias, que, pasmem, está cursando o décimo sexto semestre em pedagogia pela UNEB, o que mostra o tipo de fraude que são essas lideranças que apoiam o PT e seus aliados. Imagine uma pessoa se manter matriculada em um curso superior apenas para ocupar uma posição politica em uma entidade representativa. Além da eterna estudante temos o presidente da CUT, Vagner Freitas, que em seu primeiro emprego já entrou em greve, abandonando mais tarde os estudos para focar nas funções sindicais, em síntese, trabalhou um mês na vida e é presidente da maior entidade sindical do país. Trabalhadores honestos são representados por pessoas que jamais souberam o que é trabalhar de verdade, como o ex-presidente Lula, serpenteando entre trabalhadores humildes e empresários, preparando o terreno para o que viria a seguir. Basta ver vídeos dos discursos dessas duas figuras, presidentes da UNE e da CUT, para comprovar o quanto são importantes para o processo de renovar a legião de militantes e continuar propagando o discurso revolucionário, que é o centro da estratégica para se manter popular aos olhos do povo. Bandeiras da UNE e da CUT estão sempre bem visíveis quando há manifestações e greves em prol dos interesses da esquerda brasileira. Mais abaixo falarei daqueles que queimam pneus nas avenidas Brasil a fora e intimidam quem quer sair para trabalhar quando há greves convocadas por essas lideranças. São essas mesmas pessoas que depredam patrimônio público e privado, matam jornalistas, crianças em ocupações de escolas e ainda reclamam da brutalidade da poilícia.
          Mesmo tendo que conviver com todo o teatro petista, o cinismo de líderes de entidades como a UNE e a CUT e tudo de podre que estes representam, o brasileiro tem em seu líder atual um dos maiores corruptos da história da república. Michel Temer foi a face da velha política, revelada com a queda de Dilma e a dissolução do poder petista em 2016. Se Dilma é uma ex-guerrilheira, incapaz de gerir uma lojinha de 1,99, sobrando ares de grandeza e falta de habilidade em contornar crises politicas devido a sua empáfia, Michel Temer é articulado, experiente e sabe usar muito bem o cargo que exerce. Aos poucos está minando a operação lava jato, tirando investimentos da polícia federal e desmantelando as forças-tarefa. Seus principais aliados estão envolvidos até o pescoço em corrupção, mesmo assim o pmdbista consegue vencer na CCJ e evitar a instauração de inquérito contra ele. O PMDB sempre foi a base politica governista após a redemocratização, independente do partido que estivesse no poder. Geddel Vieira Lima, Romero Jucá, entre outros, fizeram parte dos governos FHC, Lula, Dilma e agora estão com Temer. Nas prefeituras e governos estaduais, assim como nas câmaras e no senado, o PMDB é sempre representativo e é o ponto de desiquilíbrio do jogo democrático. O partido governa o país e eventualmente tem o PSDB ou o PT para ser usado como fachada, mas por trás sempre haverá um núcleo muito representativo do "movimento democrático brasileiro". A grande obra que possibilitou que tudo isso fosse possível, é a Constituição de 1988, saudada por muitos e desrespeitada por quase todos. Um conjunto de leis, que se bem interpretada, pode transformar um cidadão comum em um grande ditador totalitário sem ferir os preceitos "democráticos" que o texto representa. A história posterior a ditadura militar comprova isso. 
          Para dar um destino comum à essa postagem, quero alertar aqueles que ainda pensam que existe uma guerra limpa entre "coxinhas" e "petralhas" pelo controle político do país, isso só ocorre nas ruas e nas discussões de mesa de bar. O que existe é a clara divisão entre o povo trabalhador, empreendedor, responsável pela sua família, cumpridor das leis e de suas obrigações de um lado e o poder político de outro, controlando, esmagando, destruindo todas as bases que este país já teve. Entre os dois há diversas camadas que se intercalam em subidas e decidas, mas que são os executores das ações mais radicais e questionáveis. Por exemplo, as forças sindicais, movimentos sociais como MTST, MST e afins, tem em sua base uma classe trabalhadora e iludida, cercada por criminosos dispostos a tudo e as representações políticas como Marianna Dias, Vagner Freitas, Guilherme Boulos, Stédile e assemelhados. Estes últimos são os ditos "representantes das classes oprimidas", mas não passam de exploradores cínicos e mal intencionados, buscando um lugar ao sol na política para renovar a velha criminalidade. Temos o tráfico de drogas e o crime organizado flertando com o governo, seja através de movimentos populares supracitados ou por vias institucionais como as penitenciarias e secretarias municipais. Para beneficiar esses grupos e garantir certa liberdade de ação, temos as secretárias de direitos humanos, a desmoralização da polícia, o sucateamento das estruturas de segurança pública e a impunidade verticalizada gerida pelo poder judiciário. Temos também o empresariado que se sujeita a financiar campanhas politicas em troca de vitórias em licitações e emendas parlamentares para favorecer determinados grupos específicos. Odebrecht, Camargo Correia, Andrade Guitierres, OAS, entre outras, foram beneficiadas com a Copa do Mundo e as Olimpíadas, já a JBS, entre outras tiveram suas ascensões no mercado mundial graças aos financiamentos do BNDES e o lobby de políticos representativos. Isso sem falar na cultura, na arte, no jornalismo, entre outras ferramentas usadas para confundir a população e maquiar as estratégias dos verdadeiros poderosos. Nesse contexto tão cruelmente real, como não se sujeitar a essa realidade?
          Então, de forma repetitiva e de acordo com as sequências dos acontecimentos, novamente uso esse espaço para falar de coisas que me envergonham e que destroem a imagem do Brasil, não só para o mundo, mas para cada brasileiro. Cada vez mais há a banalização da violência e da criminalidade em todas as suas instancias. Bandidos tratados como heróis ou vitimizados, enquanto policiais e pessoas honestas são acusadas de diversas falsidades ideológicas e opressoras por discordarem publicamente de quem são os verdadeiros autores de todo este cenário. O trabalho de muitos autores de obras literárias, pensadores formadores de opinião, artistas influentes, jornalistas e outras pessoas engajadas e defender determinados grupos, se mostram incapazes de admitir suas contribuições para o caos, se apegando a discursos fantasiosos e uma desfaçatez de causar vergonha alheia a quem tem o minimo de caráter. Todas essas pessoas são muitas, é verdade, mas tem nome, passado, provas que as condenam e merecem, não só responder severamente por seus crimes, como devolver cada centavo do que foi fruto de corrupção. Se a lava jato mostrou que é possível se investigar e condenar poderosos, por que não criar uma entidade isenta e totalmente transparente, que investigue, julgue e puna bandidos de todos os tipos? Que haja um nivelamento para criminosos e eles percam todos os títulos e direitos civis como fazem com a população em geral, que é considerada uma massa sem rosto que serve para gerar estatísticas e votos. Que condenados não tenham redução de pena e nem progressões, que suas famílias e cúmplices paguem o prejuízo de seus crimes, evitando que filhos, netos, irmão de corruptos, condenados já na velhice, possam usufruir dos benefícios oriundos de atividades ilícitas de seus entes criminosos. Que se crie assim uma cultura de quem se deixa levar pela criminalidade prejudique principalmente seus familiares e não apenas a sociedade em geral. Sei que é utopia pensar em algo desse tipo, mas alguma coisa precisa ser feita e rápido, pois a criminalidade em todos os níveis só aumenta.
   
          
  
           

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