quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Queermuseu do Santander em Porto Alegre

          Santander Cultural - Pedofilia, zoofilia e ofensas contra cristãos com dinheiro público? 
          Foi cancelada a exposição Queermuseu  no Santander Cultural em Porto Alegre. A exposição que contava com mais de 270 obras entre pinturas, fotografias e esculturas, oriundas de coleções privadas e públicas, iniciou-se em 15 de agosto e estava prevista para encerrar em 08 de outubro. O intuito da iniciativa, segundo relata o curador Gaudêncio Fidelis, era promover a diversidade de gêneros. Após protestos nas redes sociais, o banco resolveu encerrar a polêmica exposição. No Facebook, foi organizado um evento contra o fim da exposição e a LGBTfobia para a terça, 12/09. Alguns políticos como a deputada do PSOL, Luciana Genro, chegou a se manifestar nas redes sociais, mas por conta da repercussão de seus próprios seguidores, acabou retirando a postagem. Ela acusou que o ato seria censura de parte da sociedade que é conservadora nos costumes e liberais na economia. 
          E a deputada tem razão ao afirmar isso, pois o evento contava com incentivos da lei Rouanet, ou seja, era patrocinado com o dinheiro público, isso incomoda liberais. O que motivou os protestos foram algumas obras como "Cenas do interior II" de Adriana Varejão, que mostra um negro praticando felação em um homem branco enquanto outro faz sexo anal com ele, conta com duas mulheres nuas se tocando, um negro e uma mulher com feições nipônicas transando e aparentemente um casal fazendo sexo com um quadrupede. Isso incomoda também os conservadores, já que eles não se sentem muito a vontade em saber que parte do dinheiro de seus impostos está financiando uma exposição com tal conteúdo, já que crianças foram em excursões escolares pra ver isso. Impossível um país de maioria católica ou evangélica não se perturbar com "Cruzando Jesus Cristo com Deusa Schiva", de Fernando Baril. Assim como pais mais ortodoxos ao ver uma imagem como a obra de Bia Leite, chamada de "Travesti da lambada e deusa das águas", onde duas crianças são retratadas como "criança viada". Ainda tem a pintura com nus masculinos de Hudnilson Junior e outra com várias hóstias com palavras escritas que remetem ao ato sexual.
          Vi algumas entrevistas em emissoras de TV aberta a respeito do episódio e pude notar certo cuidado ao expor os argumentos, mas o notório é que só foram ouvidas pessoas a favor da exposição e em nenhum momento certas obras foram qualificadas como criminosas, mesmo que o real motivo das ferozes críticas, que levaram o Santader a dar fim a amostra, tenham sido as ofensas ao cristianismo, o incentivo a pedofilia e zoofilia, além da exposição pública de nudez. Acredito que as das crianças viadas e do Jesus Schiva tenham sido as mais de mau gosto pois ofendem duas religiões, o que é crime, e expõe a imagem de crianças como objetos sexuais, o que também é crime. Por mais que a zoofilia seja de péssimo gosto, por exemplo, ainda assim pode levar a interpretações mais dúbias, já que faz parte do folclore anedotas referentes a animais, tendo em vista que o quadro em questão expõe a diversidade sexual, embora seja algo ofensivo e impróprio para crianças verem. Quanto as outras mais de 260 obras, me limito a não tecer comentários, pois muitas delas são conhecidas e não representam tanto o cenário exposto. Nesse ano mesmo, no festival de cinema CinePE, dois filmes, "Real" e "Jardim das Aflições", sofreram represálias de pessoas com a mesma ideologia dos que criticam o cancelamento da exposição, por apresentar conteúdos ideológicos antagônicos ao senso comum do meio em que estava. Vejo que não há comparação plausível, afinal, os filmes citados não contém conteúdo ofensivo ou criminoso, mas é a única forma de demonstrar o porque da reação de certos seguimentos.
          Independente da intenção dos artistas citados, assumisse um risco ao expor publicamente certas coisas e espera-se que alguém tenha esse discernimento. Se os artistas são incapazes de se auto corrigir, alguém deveria fazer isso, mas o que se viu foi uma tentativa de se empurrar os limites mais um pouquinho e causar polêmica. Esse objetivo foi alcançado, embora muitos clientes tenham divulgado que não trabalhariam mais com o banco por conta do ocorrido. Trago o caso de um casal homossexual que decidiu casar em um CTG (Centro de Tradições Gaúchas), que naturalmente causou muita confusão desnecessária, já que nestes locais isso soa claramente como provocação. O mesmo ocorre em igrejas evangélicas e as pessoas sabem disso. Contudo, querem acabar até com a separação de banheiros na escola, não é de se surpreender que casos assim aconteçam, a intenção é expor a comunidade LGBT ás reações hostis de parte das pessoas. Fazem isso com negros, índios, pobres, mulheres, deficientes físicos ou qualquer outro grupo que queiram classificar como minoria e exercer algum poder por conta disso. Parece que a população em geral está respondendo a isso, porém, não da forma como estas pessoas esperavam. Posso citar homossexuais que são ou foram admirados por seus talentos como Freddie Mercury, Rob Halford, Elton John, entre muitos outros, não por serem expostos ao ridículo por uma agenda ideológica. Corre-se o risco de se ter um retrocesso em várias coisas por conta disso.
          Já deixei clara minha opinião sobre LGBT, negros, imigrantes, entre muitos assuntos polêmicos, e cada vez mais eu considero isso tão desnecessário da forma que exposto. Querem promover a diversidade acirrando os ânimos com provocações e lutas por privilégios, com o único objetivo de se sobressair expondo a todos ao ridículo. Criaram tantas lutas, que mesmo que trouxessem um fundo legítimo, acabaram por se transformar em ferramentas para manipulação, fazendo que grupos sejam jogados um contra os outros, para que certos fins mesquinhos sejam alcançados sem que as pessoas em geral se deem conta. Enquanto essa exposição causa polêmica e leva por volta de R$ 800.000,00 Reais, professores fazem greve e protestam perto dali por não receberem seus salários integralmente. Por trás destes dois casos, os mesmos interesses estão em jogo. Como todo excesso gera efeitos colaterais, a sociedade começa a dar mostras de que não está mais tão conivente com tudo que lhe é imposto.
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