sábado, 4 de novembro de 2017

#juntospelalele - Fazer o bem é viável?

          Quando falamos de caridade logo nos vem a mente as ONGs e artistas famosos engajados em causas tão nobres como acabar com a fome no mundo, salvar o planeta do aquecimento global, salvar os oceanos, o ar, os animais, a amazônia e tantas iniciativas tão lucrativas e bem sucedidas, mas apenas para os que as divulgam e participam de suas ações. Aprendi da forma mais cruel a desconfiar dessa bondade toda, apenas conhecendo algumas delas de perto. A maioria das ONGs serve apenas para lavar dinheiro e patrocinar as mais nefastas práticas, infelizmente. Não é por acaso que quanto mais um artista rico se dedica a "caridade" mais ele enriquece, assim como as empresas ou agentes diversos que o apoia. Mas na realidade, se formos analisar com o ceticismo que a prudência exige, veremos que muitas dessas causas são inerentes a ação humana como o aquecimento global, a preservação dos oceanos e a pureza do ar. Mesmo que muitos ecologistas arrogantes venham com seus gráficos e propagandas caóticas, a ação humana é irrelevante frente a elementos tão poderosos da natureza. Quanto a acabar com a fome no mundo, o Brasil produz alimentos para alimentar 1 Bilhão de pessoas, mesmo assim, existem muitos brasileiros que não tem o suficiente para se alimentar, isso que a população brasileira tem por volta de 207 Milhões de pessoas, menos de 1/4 da sua capacidade produtiva de alimentos. É hipócrita quem arrecada dinheiro para combater a fome e entrega aos cuidados de uma ONG famosa. Essa prática só tem como resultado o aumento de famintos nos locais que alegam ajudar, pois a maioria nem fica sabendo deste dinheiro.
          Mas, Paulo, você é contra a caridade? Você que está lendo este texto pode estar se perguntando e a resposta é: Absolutamente não. Por isso eu estou escrevendo esse texto. Por mais que o enunciado feito pelo primeiro parágrafo possa dar uma visão contrária, eu vejo a ação individual em prol do coletivo como uma das maiores virtudes do ser humano. Posso até contestar expressões como: "Fazer o bem sem olhar a quem." Pois me aparece muito relativo esse proceder aleatório e genérico, porque vejo que uma ação deve ter certa responsabilidade quanto ao resultado dela. Por mais que eu desconfie das ações do "famosos caridosos" como falei no primeiro parágrafo, muitos deles podem ser bem intencionados, mas pecam por simplesmente despejar dinheiro em prol de uma causa sem dar atenção aos resultados dessa ação. Arrecadar milhões de dólares e entregar na mão de um tirano na África não resolve os problemas dos mais carentes. Não é lógico se preocupar com o mundo sendo que ao seu lado uma pessoa precisa de muito menos, mas com muito mais urgência. Na verdade a caridade nasce quando resolvemos assuntos relativos a segurança, alimentação, educação e saúde de nossa própria família, e tendo condições ampliamos essa ação de alguma forma, sendo em pequenas ações coletivas na nossa comunidade como manter espaços públicos limpos, cobrar as autoridades em relação aos serviços prestados, entre muitas outras coisas. A única forma disso realmente prosperar é transformando a ação individual em benefício do coletivo de forma espiral, aumentando de tamanho com a mesma consistência que partiu do indivíduo. Portanto, se engajar em causas humanas específicas pode ter um resultado muito mais eficiente do que tentar salvar o mundo. Como diz o ditado, as pessoas amam a humanidade mas detestam seu vizinho.
          Me dispus a escrever este texto por conta de um evento específico. Estava vendo um vídeo de forma descompromissada de um youtuber conhecido, o guitarrista Nando Moura, em que ele falava de outro guitarrista, o Kiko Loureiro hoje no Megadeth. Entre elogios merecidos a seu antigo professor, como pode ser visto ao lado, Nando apelou para o lado humano do guitarrista, que é um brasileiro muito bem sucedido no que faz, e linkou com uma campanha para arrecadar dinheiro para a família de uma menina chamada Letícia, que está com leucemia. Ele deixou o link da página da menina no facebook assim como as opções de conta corrente para doações. Essa é uma atitude muito nobre, afinal, ele tem mais de 1 Milhão de seguidores e seus videos tem centenas de milhares de visualizações normalmente. Tomei a iniciativa de doar algum dinheiro para aliviar um pouco as condições financeiras da família da menina, mas também decidi postar na minha página uma chamada para as pessoas contribuírem também. Comecei a fazer o anúncio e iria pagar um dinheiro para impulsioná-lo para que mais pessoas pudessem ver. Nesse meio tempo o telefone toca. Era da empresa Oi comunicando que minha fatura teria um desconto de mais de R$ 20,00 Reais por conta de problemas da internet. Os problemas aconteceram mesmo, pois diversas vezes fiquei sem o serviço e inúmeras vezes recebi técnicos para tentar solucionar o problema. Isso atrapalhou minhas postagens das aulas de guitarra no Youtube que estou disponibilizando, principalmente. Mas voltando ao caso, desliguei o telefone e terminei de impulsionar a postagem que fiz para tentar ajudar a menina de acordo com minhas condições.
          Os mais frios podem alegar que a Oi iria ligar de qualquer forma, mesmo que não tivesse a iniciativa de usar dos meus recursos para ajudar a menina, porém, prefiro acreditar que cada vez que tomamos uma iniciativa efetiva de ajudar alguém, de alguma forma seremos recompensados. Nessa caridade eu acredito, fazendo algo específico, direcionado para ajudar em algo real e tangível. Não quero aqui fazer uso disso para uma promoção pessoal, poderia fazer como faço sempre, discretamente contribuir para uma causa, entretanto, quero incentivar outras pessoas a fazer o mesmo. Seja nas pequenas ações anônimas do dia a dia, ou mesmo em casos específicos, sejam caridosos, principalmente com quem está bem próximo de você. As vezes seus filhos, irmãos, companheiros, pais ou amigos, precisam apenas de um pouco de atenção, de um abraço, de uma palavra amiga, o que for. Somente saberemos disso se dedicarmos um pouco de nosso tempo para simplesmente sermos humanos. A caridade é uma prática que precisa se tornar um hábito. Somente se tornando um hábito poderá realmente fazer a diferença e atrair coisas boas. De forma mais fria e prática, quando resolvemos ou contribuímos para a solução de um problema ao nosso redor, naturalmente nossa vida se torna mais agradável. Aqui no sul, muitas famílias perderam suas casas ou grande parte de seus bens por conta das enchentes e vendavais. Não se pode controlar a natureza, mas se pode ajudar cada uma dessas pessoas de forma especifica. Isso fará com que todas sejam beneficiadas, desde quem perdeu tudo, as pessoas que ajudam, seus familiares e até as empresas que se prontificarem em contribuir com algum recurso.
          Deixo aqui os dados para quem quiser contribuir para ajudar a menina que motivou essa postagem e desde já agradeço a atenção de todos. Espero que este texto sirva para causar uma reflexão sobre o assunto e motivar as pessoas a ficarem atentas com as causas com as quais se engajam e a prestar mais atenção ao que acontece a sua volta. Para finalizar, acredito fortemente que fazer o bem é viável sim, gerando mais coisas boas, tanto para quem precisa de ajuda, mas principalmente para quem ajuda.
          Link para a página da Letícia onde há maiores informações:
 https://www.facebook.com/lelezinhavitoria09/
          Conta: Banco Itaú 341
          Agência: 3176
          Conta corrente: 49065-8
          Luiz Claudio Gonçalves (Pai de Letícia)                   CPF: 820.868.696-49

         
Postar um comentário