domingo, 10 de dezembro de 2017

Israel precisa ser varrido do mapa?

          Com a decisão do presidente americano Donald Trump de reconhecer Jerusalém como capital do estado de Israel e anunciando que vai transferir a embaixada americana para lá também, fez com que uma enxurrada de opiniões conflitantes tomasse a mídia mundial, fora as publicações sensacionalistas. Mas o que seria tão relevante para que um país tão pequeno como este inflame os ânimos de tantas nações ao redor do mundo? Hitler estaria certo em perseguir e matar judeus? Então, quem pensa da mesma forma que o líder nazista está correto? Ninguém fala abertamente o que pensa sobre isso, não é politicamente correto falar que odeia judeus após a segunda guerra. Entretanto, os movimentos da maioria dos países á favor dos palestinos vai nesse sentido de forma prática, mesmo que o discurso seja mais ameno e humanitário. Gal Gadot, atriz que interpretou a Mulher-Maravilha para o cinema em Hollywood ganhou muito destaque por simplesmente ser israelense, e como não poderia deixar de ser, teve que lidar com muitas perguntas sobre questões políticas e sociais de seu país de origem. O fato é que Israel é um pequeno país judeu e democrático rodeado por países árabes e muçulmanos e isso não é existência mais segura pra se desejar, posta a realidade geográfica.
          Desde que foi declarado um país independente em 1947, após a segunda guerra mundial, Israel foi atacado por diversos países árabes por conta de seu território não dar espaço para um estado palestino. A ONU e organizações internacionais como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch, têm imposto sanções e ataques diplomáticos ao país com alegações das mais diversas. Porém, estas organizações não tem a imparcialidade que se espera delas, já que permitem ou fazem vistas grossas para testes nucleares no Irã e Coréia do Norte, não se manifestam de forma clara contra estados totalitários que oprimem sua própria população como nos países africanos e sul americanos. Não é difícil para uma pessoa sensata ventilar a possibilidade, por mais que entenda superficialmente de política e diplomacia internacional, que Israel não representa uma grande ameaça aos direitos humanos ou qualquer outro tipo de alegação tenha sido sustentada para atacá-lo. Um país com aproximadamente cinco milhões de pessoas, que tem seu PIB figurando próximo ao número 40, com maioria de judeus, único no mundo aliás, que é de vital importância para a cultura ocidental, pois é um grande sustentáculo da fé cristã que baseia nosso estilo de vida e norteia nossos valores mais nobres. Israel sequer pode disputar torneios de futebol em seu continente por retalhações, tendo que disputar as Eliminatórias para Copas do Mundo na Europa. Se nem esportivamente se tolera o país em sua região, imagine em áreas mais sérias.
           Se pensarmos que o estado judeu é a única democracia rodeado de países com lideres totalitários e considerados não livres da região. Que sua maioria judia aponta religiosamente para o oposto do islamismo árabe, já é motivo suficiente para ser odiado por seus vizinhos. Mas Israel não só se mantem de pé como prospera quanto nação. Os maioria dos vencedores de prêmios nobel são de origem israelita, seu exército e sua polícia estão entre os mais poderosos e eficientes do mundo. Seu desenvolvimento tecnológico em algumas áreas é muito representativo e serve de modelo para outros países. Um país onde tanto mulheres como homens prestam serviço militar, tem um sistema de educação entre os melhores do mundo, sua população é composta por brancos, pardos, negros e orientais, quebrando qualquer insinuação de racismo, onde os índices de criminalidade são baixíssimos, não há evasão escolar e nem miséria epidêmica como há em alguns países do mundo. Seria este ódio contra Israel apenas inveja? Na verdade eu acredito que não, pois seus antagonistas não se consideram diminuídos frente a ele, mas sim cultural e politicamente superiores. Em resumo, buscam se apropriar totalmente de seu território, não aceitando argumentações de nenhum tipo.
          Israel é um dos pilares do cristianismo e do mundo ocidental, como falei no início e ao longo do texto até aqui, por isso tem o apoio quase que incondicional dos Estado Unidos, a maior democracia do mundo, mesmo tendo este se posicionado de formas duvidosas sob alguns governos, e grande parte dos países europeus. Para os muçulmanos mais radicais, derrubar Israel é um golpe poderoso contra o mundo ocidental tão odiado por eles. Por isso os judeus são tão importantes na guerra contra o terrorismo, ferramenta habitual de grupos extremistas que se alojam nos arredores de Israel na maioria das vezes. É compreensível que muitos países que não sejam islâmicos ou muçulmanos propriamente ditos, se oponham a consolidação do estado de Israel e apoiem sanções, afinal, como concordar com civis portando armas e liberdade econômica, elementos que muitos pensadores e políticos tem ojeriza? É de se estranhar a grande mídia tradicional se portar de forma claudicante sobre as questões abordadas aqui, quando não são totalmente a favor das causas palestinas, mesmo entendendo a que interesses estas servem, pois acabam por atacar a si próprias no íntimo da sociedade que representam. Não esqueçamos que muitas celebridades americanas e ocidentais como Mike Tyson e Madonna se manifestaram a favor do islamismo e se diziam convertidos em certos períodos. tudo para que se aumentasse a simpatia frente ao mundo árabe no ocidente. Mesmo de forma artificial e temporária, esse tipo de iniciativa ecoa na sociedade e gera frutos.
          No vídeo ao lado há um trecho da PragerU, que está legendado em português, sobre algumas informações que não estão na mídia tradicional e que merecem ser checadas por aqueles que querem mais informações a respeito do assunto. Caso a causa palestina interesse aos leitores deste blog, e que seja defendida por esses, peço que contra argumentem e chequem as informações aqui, foi o que fiz em determinado momento da minha vida para tentar entender o mundo em que vivo, afinal, o tal sísifo do oriente, como foi chamado em minha época de escola, é algo muito presente nos circuitos escolares e universitários. Por mais que se tenha polarizado o debate político sobre os assuntos internacionais aqui no Brasil, é importante refletir sobre certos assuntos e ter uma visão mais ampla do que acontece no mundo. Não é á toa que muitos blogs e jornais estejam publicando textos falando de apocalipse e cumprimento de profecias, pois o sensacionalismo e as tentativas de chocar as pessoas com estratégias de marketing catastrófico são abundantes na internet atualmente. Essa prática é antiga para abafar o debate, mesmo que neste caso isso represente um impulso semelhante ao nazista, é mais fácil queimar uma bandeira de Israel para agradar correligionários do que ter uma visão mais ampla do que tudo isso significa.
          Peço que reflitam comigo. Que bases queremos para nossa sociedade? Uma realidade semelhante a de grande parte dos países da África ou do Oriente Médio, onde o extremismo religioso, o totalitarismo opressor, as constantes guerras entre raças e credos, os discursos de ódio para com outros países ou estilos de vida? Ou uma mundo onde há liberdade econômica, de expressão, de informação, onde o individuo seja respeitado quanto a seus costumes, posses e segurança, entre outros elementos básicos de uma sociedade aceitável? A grosso modo é isso que estamos debatendo aqui e tentando entender. É um conflito de ideias de mundo e não apenas de quem tem razão em uma disputa territorial. Por isso respondo a pergunta que dá título a essa postagem: Israel precisa ser varrido do mapa? Eu afirmo que não. Acho que todos os países ocidentais, ou que prezem a liberdade, que sejam realmente contra o terrorismo, ameaças atômicas e novas frentes mundialistas totalitárias, sigam o exemplo dos Estado Unidos independentemente de suas opiniões pessoas sobre o atual presidente americano. Isso é uma questão de sobrevivência da realidade que conhecemos e que buscamos melhorar. Por mais que tenhamos muitos problemas sérios para lidar, não temos bombas sobrevoando nossas cabeças e nem terroristas explodindo aviões ou caminhões em nossos lugares públicos, por enquanto.  
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