sábado, 16 de dezembro de 2017

O mundo árabe reage e o pouco que sei sobre eles

Líderes de países árabes divulgaram que reconhecem oficialmente Jerusalém como capital do estado Palestino. Isso foi claramente uma reação ao ato do presidente americano, Donald Trump, de reconhecer a mesma cidade como capital do estado de Israel. Escrevi sobre este assunto na postagem anterior, leiam aqui A Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), entre eles estavam líderes da Turquia, Irã, Líbia, e até o "árabe" Maduro, ditador da Venezuela, compareceram ao evento, segundo consta nos noticiários, reuniu-se para debater o o caso e reagir contra o posicionamento americano em favor de Israel. O certo é que o Oriente Médio sempre foi um terreno propenso a crises diplomáticas e muitas disputas por território, sendo que este impasse vem desde 1948. Segundo tal instituição, Washington não é capacitado ou imparcial o suficiente para mediar conflitos na região, o que é justo, afinal, nada mais contraditório que um árabe aceitar qualquer intervenção do mundo ocidental nos assuntos que lhes dizem respeito. Acho impossível uma solução para este caso, pois, mesmo que Israel seja um estado forte e representativo para o ocidente, estar geograficamente onde está impossibilita qualquer chance de paz. Não importa o quanto os judeus cedam, os árabes sempre vão querer tudo. Para isso contam com todo o dinheiro que a abundância de petróleo na região pode prover, e é muito. Com esse dinheiro e tal poder político na região, constroem paraísos no meio do deserto, flertam com as delícias do Ocidente e são muito influentes quando o assunto é guerra, principalmente em se tratando de armas.
Mas, e o povo árabe? Por mais que não seja possível para um ocidental que não faz parte de nenhuma comunidade que siga os costumes islâmicos compreender os sentimentos e os costumes deste povo, por conta do idioma e da religião em si, busquei superar essas barreiras e conversar com pessoas de lá pelas redes sociais e falando a linguagem comum entre nós, a música. Sendo assim, conversei com turcos, libaneses, entre outros, principalmente sobre todo esse contexto cultural, o que causou certo constrangimento por parte deles de inicio, mas depois transcorreu com naturalidade. Dizer que todo o árabe é terrorista é generalizar e afirmar uma condição mentirosa, por isso tomei a iniciativa de manter relações com pessoas de lá. Entretanto, muitos países, segundo os próprios árabes, tem em suas lideranças e em grupos majoritários, o sentimento de que o ocidente é a personificação de todos os males e deve ser exterminado, literalmente. Mais que uma religião, muitos aspectos do islã são radicais e claramente sugerem que não árabes sejam doutrinados para servirem como classe inferior, ou mesmo, sejam mortos simplesmente caso se neguem a isso. Crianças com menos de 12 anos, meninos e meninas, muitas vezes são tiradas de suas famílias para serem treinadas para matar os infiéis. Algumas famílias mais influentes de determinadas regiões mandam seus filhos para estudar na Europa para que tenham a oportunidade escolher outro tipo de vida que desejam para eles. 
Falando em uma área que tenho certo conhecimento, que é a música, há grande interesse de jovens árabes que gostam de Rock em formar bandas, ouvir Metallica, Iron Maiden, Sepultura, etc, mas só podem fazer isso de forma discreta e muitas vezes até clandestinamente. Mulheres ficam espantadas com imagens onde há mulheres e homens bebendo, fumando, curtindo shows, juntos e de forma natural. Saber que há padrões de tratamento com as mulheres bem diferentes que os ocidentais em alguns países, não é uma novidade, porém, saber nuances disso de alguém que nasceu e vive toda vida lá é uma experiência muito diferente. Aprender inglês, ou outro idioma ocidental, para se comunicar com ocidentais, para muitos, é um luxo e até inadmissível em certos lugares. Ter a noção de que todos com quem falei admiram a nossa forma de lidar com as coisas, e até almejam viver dessa forma, chega a ser gratificante de certo modo. Não que haja regozijo em saber de certo descontentamento por parte deles em relação ao que nós ocidentais não aceitamos, mas a forma como muita gente defende com unhas e dentes o comportamento árabe, estando vivendo em países livres de terrorismo e ameaças de grupos radicais, faz parecer que somos monstros por defender um estilo de vida diferente.
Acredito que exista uma forma de equilíbrio onde seja possível as pessoas conseguirem certo nível aceitável de convivência. Impor um costume a outros povos é desumano em síntese, mas temos a liberdade de questionar já que muitas pessoas não optaram por seguir certos costumes, apenas os seguem com medo de punições. Esse assunto é complexo e tem diversas nuances, porém, penso ser saudável cada indivíduo ter certa consciência do que ter como valores universais, e que estes se coloquem como prioridade ao interpretar o mundo. Para isso é preciso refletir muito, ter empatia e pensar no coletivo não apenas na sua classe, credo, cor, etnia, profissão, nacionalidade, etc. Tenho consciência de todos os males que existem impregnados em nossa cultura ocidental, mas nem por isso vou querer abraçar outra que me parece ainda mais injusta e desigual. Prefiro lutar da forma que posso para tentar mudar o que acho estar errado ao meu redor. O problema é que certas culturas não vêem terrorismo, racismo, intolerância, etc, como sendo algo ruim, muito pelo contrário, tem seus princípios morais atrelados a esse tipo de coisa, e isso é assustador. Não vejo nada de racional em homens decapitando jornalistas ingleses, americanos, ou mesmo árabes que consideram traidores. Esses mesmos grupos, que fazem questão de assumir atentados, exibem orgulhosos exércitos de crianças sendo treinadas para matar outro seres humanos.
Encerro este texto mais uma vez chamando atenção para aqueles que se posicionam como defensores do que consideram sendo minorias como negros, índios, pobres, deficientes, homossexuais, sem teto, sem terra, feministas, entre outros tantos, mas defendem o islamismo, queimam a bandeira de Israel com ares de heroísmo, tem relações com líderes totalitários de todo o tipo, desconstroem a realidade para oferecer algo que não podem e não querem entregar e assim se apresentarem como sendo os bons. Peço que reflitam, principalmente aqui no Brasil, se é possível haver coerência entre as coisas que citei sem haver hipocrisia, má intenção, ou outras formas de dissimulação. Creio que muitas pessoas sequer saberiam responder de onde vem sua ideologia, se de um livro, de algum guru, de uma comunidade, ou sei lá de onde, mas muitas vezes fica claro estarem inconscientes de que não há coerência em seus discursos. Engraçado que normalmente estas ideias discrepantes fazem parte de um pacote fechado, rotulado com algum ...ismo que é vendido como sendo o monopólio das virtudes humanas. Aqueles que por ventura criticarem ou discordarem de algum ponto, são vistos como sendo os arautos de todos os males da humanidade enquanto que mata, rouba e destrói passa batido ou é alçado a condição de herói do povo. 
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